Auto de posse do castelo de Torres Vedras (2)



(actualizado a 27.05.2014)

Auto de posse

[fl. 138]

 

Rezistro do auto da

pose que se deo a don Joan

Soares de Alarcam allcaide

mor da villa de Tores Vedras

do castello da dita villa





Anno do naçim(en)to de noso s(e)n(h)or Jesu Cristo |2 de mill seissentos e quatro anos |3 aos vinte e tres dias do mes de abril |4 na villa de Torres Vedras e caste-|5lo della onde eu taballiam fui es-|6tando ahi prezentes don Joam |7 Soares de Alarcam allcaide mor da |8 dita villa e Fr(ancis)co do Reguo verea-|9dor mais velho que em ella serve |10 de juis pella ordenasam por se tomar |11 rezidensia ao l(icencia)do Fellipe Butaquo |12 Anrriques que foi juis de fora, he |13 Antonio Madeira da Cunha outrosi |14 vereador, e Sabastiam d’Allmeida |15 de Seixas procurador do conselho |16 e F(rancis)co Coelho Moreira escrivam da camara |17 na dita villa, he Tomas d’Abreu pis-|18teiro da camara de sua magestade |19 pello dito Tomas d’Abreu foi mos-|20trada hu(m)a provizam de sua mages-|21tade que lhe ficou em poder ha |22 quall eu li per que lhe mandava |23 dar pose do dito castelo ao dito |24 don Joam Soares comforme a carta [fl. 138vº] que tem do dito s(e)n(h)or que lloguo ahi |2 mostrou por bem do que llogo |3 o dito Tomas d’Abreu comigo taba-|4lliam vio o dito castello he cazas |5 delle o quall tem doos balluartes |6 hu(m) pera a parte do norte e outro |7 pera a banda do sull e muitas ca-|8zas mui bem consertadas he re-|9pairadas e muito boas e tres sister-|10nas d’agoa he o muro do dito cas-|11telo estava em muitas partes |12 quebrado e caido e a barbacã dele |13 toda desmanchada e no dito cas-|14telo nam avia armas allgu(m)as nen |15 petrechos de gerra a elle pertensen-|16tes o quall dou fe estar no dito |17 estado e llogo todos foram as |18 portas do dito castelo as quaes |19 o dito don Joam Soares abrio e fechou |20 por demtro e por fora e o dito Tomas |21 d’Abreo tomou as chaves dellas e as |22 fechou e desfechou he emtregou |23 as ditas chaves ao dito don Joam So-|24ares dizendo que da parte de sua m(a)g(esta)de |25 lhe emtregava as chaves do dito |26 castelo e lhe dava a pose delle ho |27 quall guardaria e defenderia he |28 o nam entregaria a pesoa allgu(m)a |29 senam a sua magestade ou a seo ser-|30to recado o que o dito dom Joam [fl. 139] aseitou e prometeo asi comprir |2 e lloguo fomos a cadea da dita vil-|3lla na quall emtraram o dito dom João |4 e Tomas d’Abreu que vio os ferros he |5  prizoes della na quall avia duas co-|6rrentes e quatro grilhoes e lloguo P(er)o |7 Anrriques que serve de allcaide pe-|8queno e carsereiro deo as chaves da |9 dita cadea com que o dito dom Joam |10 abrio as portas della e as tornou ha |11 fechar e o dito Tomas d’Abreu lhas |12 emtregou e asi a vara de allcaide |13 pequeno desta villa o que tudo o di-|14to  dom Joam da sua mão tornou a dar |15 he emtregar ao dito P(er)o Anrriques he pe-|16llos dito [sic] autos dise o dito  Tomas d’A-|17breu que em nome de sua magestade |18 avia ao dito don Joam Soares porme-|19tido he emvestido na pose do di-|20to castelo e cadea desta villa |21  que elle aseitou o quall tomou man-|22ça e pasificam(en)te sem comtradisam |23 de pesoa algu(m)a de que tudo se fes |24 este auto que o dito dom Joam So-|25ares asinou com o dito Tomas d’Abreu |26 F(rancis)co do Reguo, Antonio Madeira, Se-|27bastiam d’Allmeida, Fr(ancis)co Coelho he |28 Pero Anrriques e testemunhas que |29 a tudo foram prezentes, Antam |30 Barreiros, Manoell da Fonsequa de |31 Carvalho e Juze Mendes d’Araujo, [fl. 139vº] he eu Antonio do Rio taballiam |2 do judisiall na dita villa pello dito s(e)n(h)or |3 que o escrevi e asinei de meo sinall pu-|4blico que tall he // dom Joam Soares |5 Fr(ancis)co do Reguo // Antonio Madeira da |6 Cunha, Sebastiam d’Allmeida de |7 Seixas //

Tomas d’Abreu // Antão Ba|8rreiros // Manoell da Fonsequa de Car|9valho // P(er)o Anrriques // Juze Mendes |10 d’Araujo // F(rancis)co Coelho Moreira e eu |11 F(rancis)co Coelho Moreira o soescrevi |12 e concertei //

 

[assinatura]

Francisco Coelho Moreira


Registo do auto da posse que se deu a D. João Soares de Alarcão, alcaide-mor da vila de Torres Vedras, do castelo da dita vila, 23 de Abril de 1604, in Arquivo Municipal de Torres Vedras, Livro de registo de privilégios, provisões e alvarás, 1602-1607, fl. 138-139vº.
Leitura e transcrição: Isabel de Luna / 2013.
Foram actualizadas maiúsculas e minúsculas, particularmente na onomástica e na toponímia, desdobradas as abreviaturas, colocada cedilha no “c”, substituído  o “u” por “v” e o duplo “rr” no início de palavra.
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